Já conheces o Trybe?

Há uns dias tropecei numa comunidade que proporciona aos seus utilizadores a oportunidade de testar produtos de forma gratuita. Já conhecia o conceito por causa do Youzz, mas confesso que o Trybe me surpreendeu pela simplicidade e, confesso, porque anda na boca do mundo. Basta pesquisarem «testar produtos em Portugal» no Google e esta nova tribo aparece referenciada muitas, muitas vezes. Mas como é que funciona exatamente? É simples.

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Como é trabalhar numa redação em 10 gifs

Desde que estou no Observador que a minha vida é bastante mais animada das 18h à meia noite (ou das 10h às 19h se estivermos a falar dos meus domingos). Decidi pensar em curiosidades capazes de retratar o quotidiano de uma redação. Provavelmente não será um retrato fiel do que acontece em todas as do país, muito menos do mundo, mas garanto que vale a pena a tentativa.

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Diário de Bordo: Estagiária 1#

Sim, eu comecei um diário de bordo de desempregada e agora estou a estagiar. Acontece. Juro que não estava à espera. Eu até chorei baba e ranho depois de desligar o telemóvel. Por outro lado, não, não é em jornalismo. É numa redação sim, na do Observador. Mas a fazer a gestão das redes sociais (Twitter Facebook), moderação de comentários quer nas redes quer no site cenas.

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Já estou a trabalhar há umas semanas. Hoje estou de folga, mas entretanto como o meu mestrado começa em setembro, vou trocar o horário com a Marta, a outra estagiária, de modos que as minhas folgas passam a ser 2f, 3f e domingo. De qualquer forma, trabalho mais ou menos 5-6 horas nos dias de semana e 9h ao fim de semana. É porreiro. A redação é em open space, por isso acabo por absorver um bocadinho da experiência do jornalismo: da atenção com que se ouvem as televisões, dos telefonemas com as fontes, da emoção com que se faz a cobertura de algum evento, mesmo que à distância, como o Rio2016. Enfim. É uma alegria, pelo menos quando há mais de 10 pessoas na sala principal. 

Os boss’s das redes também são muito simpáticos – ensinaram-me uma data de truques fixes relacionados com social management. Está a ser uma experiência muito enriquecedora, embora confesse que continuo a querer jornalismo. Eles até já me tentaram dissuadir com a promessa de um mau salário, um horário de cão e ausência de fins-de-semana. Eu, claro, continuo firme.

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De resto, estou também a passar pela experiência de viver sozinha. Como a casa da minha tia, onde estava, é ainda longe de Lisboa, arranjei uma casa em Roma. É demasiado grande para uma só pessoa, mas não me queixo. O que me faz confusão é estar tanto tempo sozinha. Mesmo com algumas visitas, não me sinto tão acompanhada como quando estava na residência. Quero muito receber o resultado da bolsa – e que seja um sim! – para poder voltar para o meu 203. Já não vou ter a companhia da minha amiga Sónia e, provavelmente, terei de me habituar a partilhar o meu espaço com mais uma estranha. Ainda assim, parece-me melhor. Tenho saudades dos meus amigos, admito.

Por outro lado, aprendi a fazer finalmente arroz. Sim, em três anos de faculdade o único arroz que fiz sabia a pipoca. Agora faço arroz que nem uma pró! 

Estou no Algarve ou noutro país?

Nunca me senti tão algarvia como este verão. Estou finalmente a perceber a frustração que é viver num sítio que é literalmente o destino de férias predileto de meio mundo. Os últimos dias de praia, na Ilha de Tavira, foram absurdamente frustrantes. É portugueses de frança a fazer fita e espanhóis que parecem estar em permanente estado alcóolico. Ambos gritam que é uma festa.

Menos irritante, mas igualmente chato são as crianças que correm pelo areal sem qualquer cuidado e pais que não os repreendem quando é necessário, ainda que passem a vida com a história do “matilde, venha cá pôr protetor solar”, “não, não pode ir à água, só quando a mamã for”, “não, não pode brincar, deite-se aí na toalha e fique quieta”. Enfim, uma pessoa vai à praia no Algarve e, quando dá por ela, está em Cascais.

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O pior é que as nossas praias são muito boas. Eu não vou a água que esteja a menos de 23 graus, como diz o youtuber Môce dum Cabreste. Por outro lado, mesmo que quisesse ir fazer férias para outro sítio, não posso porque não tenho dinheiro. Por acaso, há uma semana atrás fui a Ayamonte e dei um saltinho à Playa del Moral, que faz parte da Isla Canela. Estava-se lá melhor do que aqui. Os espanhóis eram poucos e estavam todos caladinhos. Por isso é que não percebo porque é que vêm para cá fazer chinfrim.

Queixas à parte, estou com um bronze engraçado e comprei finalmente umas sandálias giras. Só tenho mais um mês de férias, mas não faz mal, para o ano há mais. Ah, e aproveito para partilhar com vocês o choque que tive ao visitar o Pego do Inferno e perceber que aquilo está deplorável: acessos péssimos, precários e sujos, cascata inexistente e água que parece ser um poço de veneno. É uma vergonha, porque há tão pouca informação que existem imensos turistas a ir lá para ver aquilo que as imagens do Google apregoam. Quando estava a voltar para trás, senti-me tão mal que disse a toda a gente que encontrei pelo caminho até ao carro que não valia a pena.

Dito isto, espero que as vossas férias estejam a ser mais relaxantes que as minhas. Sinceramente estou ansiosa por setembro, porque quero começar o mestrado e voltar às aulas de condução.

[Nota: Entretanto, hoje fui a uma entrevista para estagiar no Observador e fiquei. Não é na redação, mas na gestão das redes sociais. De qualquer forma, estou feliz, entusiasmada e pronta para começar na 2f. Farei questão de registar a experiência por aqui.]

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Diário de Bordo: Desempregada 1#

Decidi escrever um diário de bordo sobre estar desempregada. Provavelmente muitos dos sentimentos, pensamentos e angústias são iguais às de outros desempregados quaisquer. Mas este diário é sobre uma recém-licenciada em Ciências da Comunicação na FCSH-UNL que começa a perder a esperança em arranjar um estágio profissional na área de jornalismo.

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Vamos por partes, claro que já considerei a hipótese de trabalhar em comunicação estratégica, afinal de contas é uma área bem mais abragente e emprego em marketing e publicidade é o que não falta por aí. Mas confesso que estou mesmo com vontade de ser explorada (sim, porque estágios profissionais remunerados são aves raras) numa redação ou num canal de televisão qualquer (como quem diz, ainda há redações e canais para os quais gostaria de evitar trabalhar).

O meu currículo até está bonito, ouso dizer, e depois de algumas candidaturas enviadas (para o ObservadorExpressoPúblico, só à laia de exemplo) e nenhuma resposta (nem sequer a mandar-me ir apanhar batatas) começo a sentir-me desesperada. Ando numa navegação desenfreada pelo Google à procura de empregos/estágios, mas só me aparecem anúncios para trabalhar como copywriter, consultora e marketeer, fotógrafa e editora de imagem e outras funções na área da organização de eventos. É óbvio que já enviei currículos para alguns desses anúncios, mas agora já estou numa de enviar candidaturas espontâneas para outros jornais e magazines como a Wilder ou o Jornal de Economia do Mar. Confesso que ficaria igualmente feliz com qualquer uma das opções que acabei de enumerar. Tenho 21 anos e quero é aprender e ganhar experiência, nem sequer tenho pretensões de ser imediatamente contratada a seguir ao estágio, por isso se os poder experimentar todos já me sinto sortuda.

No meio desta aventura, descobri que um recém-licenciado em Ciências da Comunicação, Comunicação Social, Jornalismo ou outras derivações do género, demora, em média, 6 meses a encontrar trabalho. Quando digo trabalho, no meu caso estou a referir-me ao estágio que é obrigatório fazer se quiser obter a Carteira Profissional de Jornalista. Como escrevo para o Espalha-Factos, que está registado na ERC, tenho direito à Carteira de Colaboradora, mas nunca me dei ao trabalho de pedir porque só fui informada dois anos depois de ter começado a escrever e porque, na verdade, as regalias são basicamente as mesmas (ou, então, ainda não descobri a pólvora). De qualquer forma, sou uma colaboradora que não recebe um tostão e cuja única motivação é o amor à camisola (e, claro, as experiências que tenho oportunidade de viver e todo o networking developement).

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Felizmente sou uma desempregada, prestes a iniciar um mestrado (sim, entrei em Comunicação de Ciência), o que significa que vou ter, pelo menos, dois dias da semana ocupados. Pode ser que, entretanto, não morra estúpida de aborrecimento. Ainda assim, gostava de arranjar um estágio, mesmo que só me ofereçam o subsídio de alimentação. Ouvi dizer que é assim que se processa no Público e que no Diário de Notícias nem isso. Já tenho alguns colegas a trabalhar, provavelmente devia perguntar-lhes, mas sinceramente estou com medo que a realidade seja demasiado precária. 

Vou tentar atualizar-vos o mais frequentemente possível. Sobre a minha busca, as respostas ou a falta delas, as ofertas de emprego mais estapafúrdias que encontrar e outras merdas que achar relevantes e/ou interessantes. Vocês, desse lado, podem partilhar comigo a vossa experiência e/ou dicas.

Licenciada e cheia de projetos

No dia um de maio, festejei a minha quase licenciatura. Digo quase porque, de facto, só fiquei livre de compromissos académicos no dia 29 e, mesmo assim, só ontem é que saíram as notas que faltavam. De qualquer forma, quero partilhar com vocês o fechar de um ciclo muito importante e que foi tão tortuoso quanto feliz.

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Em 2013, entrei em Ciências da Comunicação na FCSH-UNL. Foi a minha primeira opção, apesar de ter andado indecisa e ter considerado seriamente ir para a ESCS. Nunca saberei se seria ou não mais feliz lá. Mas ouso agradecer ter tido a minha professora de alemão a ameaçar deserdar-me (como se fosse filha dela) se tivesse outra ideia que não entrar no suposto melhor curso na área do país.

Após três anos, admito que sinto que o programa (e o corpo docente) ainda terá de dar muitas voltas para que a qualidade faça jus à fama. Por outro lado, não almadiçoo de todo a forte componente teórica. Existem uma série de unidades curriculares que, por mais que me tenham dado vontade de cortar os pulsos em certas alturas, contribuíram, sem sombra de dúvida, para aprimorar (que palavra chique!) a minha capacidade intelectual (conceito que ando a ler muito num livro sobre ciência, intitulado Breve História de Quase Tudo). As que, teóricas ou práticas, não me deram muitas dores de cabeça, encontram-se num de dois grupos distintos: as que, sem necessidade de grande esforço, se fizeram sem particular entusiasmo e as que adorei tanto que, por mais esforço exigido, me souberam particularmente bem.

Relembro, com enorme respeito e até alguma saudade, muitas u.c. e professores. Poderia enumerar essas memórias bonitas, mas provavelmente só fariam sentido para mim. Como de resto faz tudo o que vivi na, carinhosamente apelidada, fequeche. A praxe (a minha, como a sinto, e não como a tentaram impingir-me, sem grandes resultados, felizmente) e a vida académica, com os momentos de trabalho (e alguns grupos, em especial) e os de lazer, mais atribulados no primeiro ano do que nos últimos dois. As amizades, umas efémeras, outras que perduram, umas do momento, outras da (e, claro, para a) vida.

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Lamento, contudo, aquilo que de mau (e, às vezes, muito mau) recebi sem merecer. Lamento, sobretudo, descobrir que as pessoas gostam de odiar e que se alimentam de ódios de estimação, sem razões nem porquês, apenas porque lhes está nos guts. Sempre acreditei que todos temos virtudes, que as devemos apreciar uns nos outros e que, embora não sejamos todos amigos, nos devemos respeitar sempre e em qualquer circunstância. Continuo a manter a crença, mas já sem a ingenuidade de que tudo é tão bonito como o meu, e cito as minhas amigas, mundo encantado dos brinquedos.

Agora, preparo-me para me candidatar, até ao final do mês, a um novo ciclo de estudos. Quero, mesmo muito, entrar no Mestrado de Comunicação de Ciência, o único no país, na FCSH-UNLDecidi, sem hesitar, continuar na mesma instituição de ensino. A especialização, que funciona em parceria com o ITQB NOVA – Instituto de Tecnologia Química e Biológica, em nada se assemelha à minha formação de base, tendo um caráter bastante mais científico e essencialmente prático. Embora seja uma eterna apaixonada por cultura, acredito que tenho tanto para dar à ciência quanto a área tem para me dar a mim. Estou muito entusiasmada quer com o programa quer com o corpo docente (que é constituído por alguns professores com quem já tive o privilégio de aprender). 

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Por fim, quero revelar o nascimento da Blume, uma magazine online sobre fotografia. O convite para integrar a equipe fundadora partiu da Catarina Alves de Sousa, do Joan of July, e foi impossível, por várias razões, recusar. Por enquanto, somos só meninas, mas estamos abertas a colaborações.

Partilhamos artigos (como uma lista de exposições para ver ao teu ao final do ano), notícias (como um workshop de fotografia em Santa Luzia), tutoriais (sobre, por exemplo, princípios básicos para fotografar pessoas), ensaios fotográficos (sobre as Caldas da Rainha ou o Porto de olhos no céu), reviews, entrevistas e até galerias (para conheceres fotográfos/as como a lituana Ailera Stone). Podem seguir-nos também através da nossa página oficial de Facebook.

De resto, continuo a escrever para o Espalha-Factos, a fazer rádio no Clarão, teatro no Teatro Passagem de Nível e, mais recentemente, a colaborar com a NOVA Magazine

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Como sentir-me bem na pele de uma trinca-espinhas

O episódio dois do programa E se fosse consigo? abordava a questão do peso e da importância que se dá à imagem na nossa sociedade. Sempre fui magra, mas para mim, durante muito tempo, significava comer o que me apetecia e não conseguir ultrapassar os 37kg. Se por um lado ficava feliz por não ter de passar fome, por outro debatia-me com o facto de me sentir com pouca energia (comesse o que comesse), de ser uma lingrinhas e dos meus colegas rapazes não me ligarem nenhuma porque, ao contrário das minhas colegas, eu não tinha curvas. Por isso, gostava de partilhar, sem qualquer condescendência, a minha perspetiva. Continuar a ler